Garoto de 15 anos descobre incrível cidade Maia perdida em selva mexicana usando as estrelas

William Gadoury, um estudante de 15 anos de idade, de Quebec, no Canadá, fez uma descoberta arqueológica surpreendente.

Sozinho, ele encontrou algo que há muito tem sido escondido dos arqueólogos – uma cidade perdida da civilização Maia, “enterrada” nas profundezas da selva de Yucatán, no sudeste do México.

Do conforto de sua própria casa, ele descobriu as ruínas por meio de cidades antigas que foram construídas de acordo com o alinhamento das estrelas. Gaudory vinha estudando as 22 constelações Maias há alguns anos, até que descobriu que elas se alinhavam com as posições de mais de 117 construções – algo que ninguém nunca tinha reunido antes.

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“Eu não entendia por que os Maias construíram suas cidades longe dos rios, em terras marginais e nas montanhas”, disse em entrevista ao Jornal de Montréal. “Eles tinham que ter outras razões, e como eles adoraram as estrelas, essa ideia veio a mim para verificar a minha hipótese. Fiquei realmente surpreso e animado quando percebi que as mais brilhantes estrelas das constelações combinavam com as maiores cidades Maias”.

Com isto em mente, ele localizou a constelação 23, com apenas três estrelas. De acordo com sua carta celeste, ele só poderia ligar duas das cidades com as três estrelas. Dessa forma, suspeitou que a terceira permanecia, até esse ponto, desaparecida.

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Infelizmente, a localização do terreno da terceira estrela não era exatamente um lugar que Gadoury poderia simplesmente ir visitar. Isso porque, ela está localizada no coração da selva, em uma região inacessível e remota do sul da Península de Yucatán, no México.

Contudo, isso não foi suficiente para desanimar o garoto. Já era de seu conhecimento que, em 2005, um grande incêndio tinha destruído grande parte da floresta. O que significava que, de cima, ficaria muito mais fácil de detectar as ruínas do que se essa região ainda estivesse intacta. Tudo o que ele precisava fazer era ter acesso as imagens de satélite da Agência Espacial Canadense, pois ela já havia mapeado a região, para ver se havia qualquer indício da cidade perdida, usando também o Google Earth.

Uma análise feita através de satélites da NASA e da Agência Espacial Japonesa, revelou que no local parecia haver uma pirâmide e mais 30 edifícios. De acordo com o portal Yucatan Expat Life, “o garoto não só descobriu uma nova cidade Maia, mas sim uma das cinco maiores da história”.

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Gadoury nomeou a cidade perdida como K’àak “Chi”, que significa “boca de fogo“, e agora, trabalhará com pesquisadores da Agência Espacial Canadense para ter seu feito publicado em um jornal científico. Além disso, o menino ainda virá ao Brasil para apresentar suas descobertas em uma das maiores feiras de ciências do mundo, a International Science Fair (MILSET), que acontecerá em 2017, em Fortaleza.

[ Science Alert / Daily Mail ] [ Foto: Reprodução / Daily Mail ]

Fonte Jornal Ciencia

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