A comovente história de Manar Meged, uma criança egípcia com duas cabeças

Em 2005 o caso da menina Manar Manged chamou atenção do planeta.

Vítima de uma condição raríssima, chamada Craniopagus Parasiticus – que ocorre quando uma parte do conjunto de gêmeos siameses não consegue se desenvolver completamente – ela nasceu em 30 de março de 2004, juntamente com sua irmã. Contudo, apenas uma delas conseguiu crescer, enquanto a outra apenas a cabeça, anexada ao crânio de Manar, conforme reportado pela BBC à época.

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A cabeça, mais tarde, foi nomeada de Islam. Mesmo sem torso ou membros, ela era capaz de piscar e sorrir, mas não de ter uma vida independente. Segundo o médico que atendeu o caso, ambas tinham cérebros independentes, mas era circulação sanguínea nos órgãos vitais de Manar, que mantinha Islam viva. Em razão dessa alta demanda, a menina sofria de problemas cardíacos, que colocavam sua vida em risco, e o peso da cabeça de sua irmã a impedia de sentar ou engatinhar.

Os médicos, então, decidiram que era hora de separar as gêmeas. Assim, após 13 horas de cirurgia, realizada em um hospital no Cairo, Egito, em fevereiro de 2005, as meninas, com 10 meses de vida, foram separadas. O procedimento ocorreu de forma segura, e a criança se recuperou bem após a cirurgia, não mostrando sinais de paralisia.

Contudo, a menina acabou desenvolvendo hidrocefalia, proveniente de um acúmulo de líquido cefalorraquiano no cérebro. Logo, uma segunda operação foi necessária para drenar o fluído. Novamente, agora em março de 2006, ela acabou sendo internada com um quadro de pneumonia, problemas cardíacos e infecção cerebral. Incapaz de responder aos medicamentos, ela acabou morrendo, pouco antes de completar dois anos de idade.

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À época, a menina egípcia chamou tanta atenção, que ela, a mãe e o médico foram convidados a aparecerem no programa The Oprah Show, dos EUA, para compartilhar a história. Seu comovente caso, até hoje é um dos mais comentados pela Medicina. A condição de Craniopagus Parasiticus é uma das formas mais raras de defeitos congênitos, e possui uma taxa de sobrevivência muito baixa.

[ BBC / Very Well ] [ Foto: Reprodução / Mega ]

Fonte Jornal Ciencia

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